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Saúde Tocantins

Saúde alerta para prevenção e diagnóstico do glaucoma

Realização do exame oftalmológico completo e periódico é essencial para prevenção da doença

02/05/2024 18h01
Por: Redação Fonte: Secom Tocantins
O glaucoma pode ocorrer em qualquer idade, mas é seis vezes mais comum em pessoas acima dos 60 anos - Foto: Divulgação
O glaucoma pode ocorrer em qualquer idade, mas é seis vezes mais comum em pessoas acima dos 60 anos - Foto: Divulgação

Para conscientizar a população sobre a prevenção e o diagnóstico do glaucoma, a Secretaria de Estado da Saúde (SES-TO) aderiu à campanhaMaio Verde. A doença é a segunda causa de cegueira no Brasil, ficando atrás apenas da catarata e é causada principalmente pela elevação da pressão intraocular, que provoca lesões no nervo ótico e compromete a visão. O glaucoma, atualmente, acomete mais de 64 milhões de pessoas em todo o mundo, segundo a Associação Internacional da Cegueira.

O glaucoma pode ocorrer em qualquer idade, mas é seis vezes mais comum em pessoas acima dos 60 anos. Segundo a Sociedade Brasileira de Glaucoma (SBG), a doença afeta cerca de 2,5 milhões de pessoas com mais de 40 anos no Brasil, sendo apontada como a principal causadora de cegueira irreversível no país.

“O glaucoma é uma neuropatia que acomete o nervo óptico, ele é assintomático e progressivo, cujo dano pode ser irreversível, ou seja, se o glaucoma afetar o campo visual, o que ele pegou da visão, não volta. Mesmo com o atual nível de avanço no tratamento, a gente ainda não consegue reproduzir uma célula, uma fibra nervosa óptica”, explica o médico oftalmologista, Eduardo Akio.

Fatores de risco

Segundo o médico oftalmologista, Eduardo Akio, existem fatores de risco que tornam necessária a realização de um exame oftalmológico periódico. “Pessoas com histórico familiar de glaucoma, parentes de primeiro grau, têm uma propensão maior em desenvolver a doença. Pacientes que usam medicamentos corticoides estão mais sujeitos a um tipo da enfermidade que é chamado de glaucoma corticogênico, desenvolvido pelo uso do medicamento corticoide”, pontua o especialista.

Outro fator de risco citado pelo oftalmologista é o diabete. “Ele pode gerar um tipo da doença chamado de glaucoma neovascular, que também está associado a outras doenças da vascularização oftalmológica. O diabete pode gerar esse glaucoma, que é de difícil controle, um glaucoma muito chave. Então, o diabete descompensado é um fator de risco”, ressalta.

Tipos de glaucoma

Existem diferentes tipos de glaucoma, eles são separados, normalmente, de acordo com os sintomas do paciente, a progressão da doença e a idade em que seu surgimento é mais comum e que podem apresentar sinais e sintomas distintos. Os principais são:

- glaucoma primário de ângulo aberto, que é uma condição crônica, sendo considerado o tipo mais comum da doença e pode não apresentar sintomas iniciais enquanto progride e se agrava silenciosamente. Por isso, é tão importante manter as visitas anuais ao oftalmologista;

- glaucoma agudo é um tipo súbito (ou agudo), que requer cuidados médicos de emergência; glaucoma congênito é resultado de uma má-formação, desde antes do nascimento, geralmente diagnosticada no primeiro ano de vida do bebê; glaucoma secundário ocorre por conta de outra causa interna ou externa do próprio olho, por exemplo, pelo uso prolongado e/ou excessivo de determinados medicamentos, como corticosteroides.

Prevenção

O médico oftalmologista Eduardo Akio enfatiza que a prevenção do glaucoma deve ser feita por meio da realização do exame oftalmológico completo periódico. “E a partir daí, entender a razão daquele paciente ter baixa visão, ter algum sintoma, neste caso, realizar o exame refracional e o exame de biomicroscopia, que é a análise das estruturas da anatomia do olho”, salienta.

Além desses exames, também é realizada a Tonometria. “É a aferição da pressão intraocular e a fundoscopia, que é a avaliação do fundo do olho para verificar o nervo óptico do paciente, que é o alvo do glaucoma, se o nervo óptico for danificado, o campo visual é prejudicado”, acrescentou o médico oftalmologista.

Tratamento

O Brasil conta com 440 estabelecimentos de saúde habilitados na assistência ao glaucoma pelo Sistema Único de Saúde (SUS), para acompanhamento, avaliação e tratamento, oferecendo 18 procedimentos. O acompanhamento começa cedo, a partir do nascimento, com o teste do olhinho, um exame simples, rápido e indolor que é realizado nas maternidades nos primeiros dias de vida e é capaz de detectar alterações no eixo visual.

O teste avalia o reflexo da luz que entra no olho do bebê, em caso de identificação de alguma alteração, o recém-nascido é encaminhado para um especialista. A identificação precoce aumenta a chance de desenvolvimento normal da visão ao longo da vida.

Alguns tipos de glaucoma estão associados a distúrbios que requerem tratamento específico. Cessada a causa, a pressão intraocular regride e o problema visual desaparece. Portanto, a medicação oftalmológica é usada a curto prazo, enquanto se trata de outra doença que provocou o glaucoma, por exemplo, diabetes.

Dados

Para os casos mais graves de glaucoma, em que há indicação, é possível realizar transplante de córnea pelo SUS. Em 2022, foram realizados 71 procedimentos deste tipo no Tocantins. Em 2023, entre janeiro e dezembro, foram realizados 56 transplantes no estado.

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